sábado, 20 de maio de 2017

Sobre o sistema de envelopes... | 2


Lembram-se deste post?
Entretanto arranjei uma solução que tem funcionado:
basicamente "transferi" os envelopes físicos para a poupança. Ou seja, agora o total do valor dos envelopes (despesas anuais) é transferido no início do mês para a poupança.
Obviamente isto obriga a um controlo maior no mapa de despesas do valor que corresponde aos envelopes e do valor que corresponde à minha poupança, mas por outro lado e uma vez que apenas mexo neste dinheiro uma vez por ano (quando chega a hora do pagamento) e como o valor transferido é maior acabo por ganhar mais em juros.
Por enquanto tem funcionado!

terça-feira, 16 de maio de 2017

Uma noite no Expresso do Oriente


Sinopse:
O Expresso do Oriente. Luxo. Mistério. Romance.
Para o grupo de passageiros que se instala nos seus lugares e bebe os primeiros goles de champanhe, a viagem de Londres até Veneza é mais do que a viagem de uma vida.
Uma missão misteriosa; uma promessa feita a um amigo moribundo; uma proposta inesperada; um segredo que remonta a vida inteira... Enquanto o comboio segue viagem, revelações, confissões e encontros amorosos têm lugar no cenário mais romântico e infame do mundo.

Apesar de um início algo confuso, acabei por gostar do livro. Acho que linha de tempo e das histórias poderia ter sido organizada de uma forma mais fácil leitura e encadeamento da história. Desta forma, nos primeiros capítulos andei ali um pouco perdida para situar a história e as personagens e perceber a linha do tempo.

Dou 2 estrelas!!

domingo, 14 de maio de 2017

Marina / Carlos Ruiz Zafón


Sinopse:
«Por qualquer estranha razão, sentimo-nos mais próximos de algumas das nossas criaturas sem sabermos explicar muito bem o porquê. De entre todos os livros que publiquei desde que comecei neste estranho ofício de romancista, lá por 1992, Marina é um dos meus favoritos.» «À medida que avançava na escrita, tudo naquela história começou a ter sabor a despedida e, quando a terminei, tive a impressão de que qualquer coisa dentro de mim, qualquer coisa que ainda hoje não sei muito bem o que era, mas de que sinto falta dia a dia, ficou ali para sempre.» Carlos Ruiz Zafón «Marina disse-me uma vez que apenas recordamos o que nunca aconteceu. Passaria uma eternidade antes que compreendesse aquelas palavras. Mas mais vale começar pelo princípio, que neste caso é o fim.» «Em Maio de 1980 desapareci do mundo durante uma semana. No espaço de sete dias e sete noites, ninguém soube do meu paradeiro.» «Não sabia então que oceano do tempo mais tarde ou mais cedo nos devolve as recordações que nele enterramos. Quinze anos mais tarde, a memória daquele dia voltou até mim. Vi aquele rapaz a vaguear por entre as brumas da estação de Francia e o nome de Marina tornou-se de novo incandescente como uma ferida fresca. «Todos temos um segredo fechado à chave nas águas-furtadas da alma. Este é o meu.»
 
 Tal como combinado dei uma nova oportunidade ao Carlos Ruiz Zafón, mas definitivamente não me convenceu.
Não fiquei fã!
Não consigo "entrar" nas histórias, não gosto da forma como escreve. Enfim... não é o meu tipo de autor.
Eu vejo a leitura como um momento de diversão, de descontração, de esquecer os problemas... E com este autor eu não consigo isso. :-(

Dou 1 estrela!!!

quinta-feira, 11 de maio de 2017

weeel done!!!

Experimentei este gelado pela primeira vez no dia que fui ao El Corte Inglês e simplesmente ADOREI!!
Tem a vantagem, face ao Llaollao, vir com mais fruta, ter mais opções de escolha nas frutas e o gelado não ser tão ácido!
Agora só tenho de descobrir uma loja destas perto de mim. :-) :-)





 
Já provaram estes?

terça-feira, 9 de maio de 2017

Prioridades!



Ultimamente tenho percebido e consciencializado a importância que as prioridades devem na nossa vida, seja na questão da gestão do tempo, nas finanças ou até em sociedade.
Defini-las é um processo complicado, moroso e difícil, porque implica muitas vezes silenciar os "barulhos externos" e pensarmos em nós em primeiro lugar. E isso é difícil e complicado porque vivemos em sociedade e os outros importam.
É um processo que pode levar muito tempo, porque implica um profundo autoconhecimento e isso pode ser desmotivador.
Mas uma vez definidas, as nossas prioridades e o grau de importância delas nas nossa vida, viver torna-se mais simples.
Porque vamos identificar mais facilmente o que nos faz felizes, o que temos realmente de fazer e dedicar o nosso tempo e deixa para trás o que não interessa.
Não há prioridades certas ou erradas. Cada um tem as suas e são plenamente válidas (ok! matar alguém é óbvio que não é!).
Ao contrário do que muita gente pensa, as prioridades não são estanques. Evoluem consoante vamos crescendo, aprendendo e vivendo.
Mas o primeiro passo (e fundamental!) é defini-las e isso faz toda a diferença.

sábado, 6 de maio de 2017

Considerações financeiras...


Lembrei-me de partilhar também algumas conclusões/premissas que me fui apercebendo ao longo destes quase 10 anos de tentativas, de leituras, de aprendizagem:

mindset é tudo!
- A forma como encaramos qualquer coisa na vida é determinante para como a coisa vai correr. Se nós encaramos o orçamento e a poupança como um jogo e não como uma obrigação vamos entrar no espírito mais facilmente e torna a tarefa mais agradável.
- É importante percebermos que somos nós que devemos controlar o dinheiro e não o contrário. E que tomar conta do dinheiro deve ser uma tarefa diária. E no caso dos casais isso deve ser feito em conjunto. Devem os dois remar para o mesmo lado, caso contrário o barco afunda.
- Disciplina e foco são os nossos principais aliados na hora de poupar. Somos diariamente bombardeados com tentações de consumo pelo que fortalecer a nossa força de vontade em poupar deve ser constantemente trabalhada!
- Perceber que poupar dá trabalho e exige sacrifício. A não ser que se ganhe muito bem e não se tenha qualquer tipo de crédito, vamos ter de abdicar de alguma coisa. Diz-me a experiência que normalmente é naquilo que mais gostamos muito (jantar fora, férias no estrangeiro...)
- Perceber que poupar é difícil, duro e muitas vezes desanimador. Que são muitos os meses que sobram, que são muitas as tentativas falhadas, mas que a persistência vale a pena.

Poupar deve ser um hábito!
- É importante desenvolver o hábito de registar rigorosamente todos os dias, todos os nossos gastos. Isso juntamente com o orçamento são fundamentais para percebermos o nosso perfil e comportamento financeiro. Não pode haver esquecimentos, preguiça em registar os nossos gastos. Foi olhar com "olhos de ver" para este registo que me permitiu perceber quais os meus desperdícios.
- É importante fazer o orçamento e a lista de despesas do mês todos os meses. Pois ao contrário do que parece todos os meses são diferentes. Todos os meses há despesas variáveis diferentes (as despesas fixas mínimas devem ser iguais e de valor igual todos os meses).
- É importante pesquisar sobre o assunto. Há sempre novidades na área da poupança, novos truques a surgir e manter um interesse no assunto ajuda a não desistir.
- Habituem-se a não contar com subsídios e reembolsos do IRS para pagar despesas, porque esses valores podem deixar de existir (veja-se o que aconteceu com os funcionários públicos e o subsídio de Natal que passou a ser pago em duodécimos, ou seja, ficou diluído no ordenado mensal e acaba por nem se dar conta dele). Estes valores extra devem ser para alimentar a poupança.

Truques & dicas
- É importante definir metas claras e atingíveis: quero livrar-me dos cartões de crédito; quero poupar para comprar um carro sem recorrer ao crédito; quero antecipar o pagamento do crédito à habitação; quero fazer a viagem dos meus sonhos sem recorrer a créditos...
- Para que já tem casa e família para sustentar existem as chamadas despesas anuais (IMI, IRS, IUC, seguros, etc) utilizar o sistema de envelopes e todos os meses tirar um pequeno valor para cobrir estas despesas evita meses mais apertados. Lá em casa usamos este sistemas para o IMI, por exemplo. E fazemos assim: dividimos o valor pago em 2016 por 12 meses e todos os meses retiramos esse valor para um envelope, quando chega a altura é só pagar sem comprometer as despesas desse mês.
- Os valores atribuídos ao orçamento devem ser o mais real possível. Vale mais tentar todos os meses ir diminuindo os valores conforme se vai conseguindo ou colocar as sobras num mealheiro sem chave, do que atribuir os valores que gostávamos de gastar e ao fim de uma semana ficar frustrado porque tudo correu mal.
- Não somos de ferro e para motivar mais ainda volta e meia devemos dar-nos uma prenda (juntar fora, uma ida ao cinema em família, um passeio...).
- Não ter cartões de crédito nem conta-ordenado! Esta é uma dica fundamental para se poupar e viver dentro dos nossos rendimentos. O dinheiro que nos "dão" nestes casos é na realidade o dinheiro mais caro à face da terra e não é nosso.
- Se por ventura já se é detentora de algumas dívidas de cartões de crédito um bom método para as eliminar é o método bola de neve. Basicamente devemos listar todos os valores em dívida e a quem devemos num papel. Depois começamos por pagar aquela que é mais pequena. Uma vez esta paga passamos para a seguinte. Há um livro muito bom que explica muito bem este método, este aqui. Procurem-no na biblioteca da vossa zona. É mesmo muito bom para quem tem dívidas e quer acabar com elas.
- Implementar os dias 0€, ou seja, dias em que não se gasta nada. Nem sequer um café. Comecem com um dia por semana. Depois avancem para dois e assim sucessivamente.

Aviso Importante!
Eu não sou da área de economia e finanças! O que aqui partilho é mesmo a minha experiência pessoal, o que vou experimentando e descobrindo!

Não sei se ajudei alguma coisa?
(Qualquer coisa também há o email ;-))

O meu orçamento minimalista

 
Pediram-me para falar um pouco mais sobre o meu orçamento minimalista. Apesar de ser algo recente na minha vida financeira vou tentar explicar como faço.
 
Antes de mais nada há que ter em atenção duas coisitas:
1. eu tenho uma tendência estranha e manhosa de primeiro ter a necessidade de complicar, para depois descomplicar. E tenho mesmo de "viver" essa complicação! Estupidez pura e dura... mas... enfim... é o que temos! Isto para dizer que eu já tive orçamentos mega complicados, com inúmeras parcelas que me baralhavam mais que ajudavam...
 
2. eu sou solteira e ainda vivo com os meus pais, ou seja, eu ainda não tenho uma casa para sustentar e isso faz muita diferença na gestão do orçamento.
 
Como eu já referi, neste momento o meu orçamento é composto essencialmente por dois tipos de despesa:
a) as despesas fixas mínimas, ou seja, estas despesas são as despesas que respondem sim à questão: Esta despesa é essencial para a minha sobrevivência? Aqui estão incluídas despesas como prestação da casa, água, luz, gás, alimentação, transporte para o trabalho e poupança.
Sim, a poupança (1€ que seja) deve ser encarada como a prestação do crédito à habitação. Poupar deve ser um hábito. Melhor um vício como é, para muitos, ir todos os dias beber café depois de almoço.
Para definir estas despesas devemos ser rigorosos na limpeza de despesas inúteis que temos. Por exemplo, eu tinha um envelope que destinava a passeios. Esse envelope foi eliminado. Não eliminei os passeios, o que fiz foi incluir as despesas que tenho com isso no valor do mês. Isso ajudou-me a aprender a priorizar melhor as minhas despesas no dia-a-dia. O que é mais importante as experiências que nos fazem crescer e criar boas memórias aquele bolo que apenas me satisfaz na hora e até me deixa doente?
 
b) valor do mês, aqui eu contemplo as despesas com o lazer, com a shopping list que defini para o mês e resolver um problema de roupa que tenho neste momento.
 

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Reflexões financeiras...



"Não é o valor que ganhas, mas a forma como o gastas que faz toda a diferença."

Várias foram as vezes que nas minhas leituras e pesquisas me deparei com esta frase. Mas sempre sem compreender realmente a dimensão dela, confesso.
Foi no passado domingo numa ida ao El Corte Inglês que se deu o clique, que se fez luz no meu espírito.
Isto funciona mais ou menos como as dietas: podemos tentar de tudo, mas enquanto não se der o tal clique não estamos realmente comprometidas com o resultado, logo nada funcionará realmente. Comigo pelo menos é assim.
Dizia eu, pois que foi no domingo que percebi o que esta frase quer realmente quer dizer.
E foi algo tão simples como um bolo que me abriu os olhos.
Passo a explicar:
a minha ida ao El Corte Inglês deveu-se, entre outras coisas, a comprar recargas para a agenda (pois perto de mim não há e eu estava necessitada). Sendo que a área da papelaria é uma área em que me perco facilmente, ia com algum receio.
Como de hábito levei a lista do que precisava realmente, mas sabendo de antemão que isso não era suficiente para me deter, durante o trajeto fui mentalizando-me que devia ficar-me só pela lista.
E devo ter feito um bom trabalho, porque foi o que aconteceu.
No regresso comentava isso mesmo com a mana. Que vinha muito contente porque me tinha controlado nas compras para a agenda.
O contentamento funcionou até ao momento em que esbarrei na melhor pastelaria da minha cidade e vai de comprar uma bolo de sobremesa para a malta cá de casa, com a desculpa de comemorar a minha contenção.
E agora vocês perguntam: qual contenção? Se o que supostamente poupaste estoiraste em bolos? Pois... Não sei..
O que aconteceu foi que já depois do jantar, sentada no sofá me veio esta frase de repente à cabeça e eu compreendi o seu significado.
Se me perguntarem se fiquei consolada com o bolo, digo que sim.
Se me perguntarem se ele teve um travo amargo, digo que sim.
Se me perguntarem se era necessário, digo que não.
Não, não havia real necessidade de ter gasto o dinheiro nos bolos. Foi mesmo a gula que levou a melhor.
Foi nesta altura que tomei consciência do dinheiro que podia ter poupado se no dia-a-dia tivesse sabido fazer as minhas compras. Se tivesse sabido priorizar os meus gastos.
Felizmente sempre vivi abaixo dos meus rendimentos, sempre tive o hábito de poupar uma percentagem do meu ordenado, sempre paguei as minhas contas a tempo e horas.
Mas também sempre tive consciência que o dinheiro do mês era mal gerido (como aliás já aqui referi várias vezes!).
E agora vejo que um dos problemas está (e esteve!) em não ter interiorizado este mantra para a hora das compras, mais cedo. Não ter sabido priorizar os meus gastos!

segunda-feira, 1 de maio de 2017

A chave de Salomão / José Rodrigues dos Santos


Sinopse:
O corpo de Frank Bellamy, o director de Tecnologia da CIA, é descoberto no CERN, em Genebra, na altura em que os cientistas procuram o bosão de Higgs, também conhecido por Partícula de Deus. Entre os dedos da vítima é encontrada uma mensagem incriminatória.

The Key: Tomás Noronha

A mensagem torna Tomás Noronha o principal suspeito do homicídio. Depressa o historiador português se vê na mira da CIA, que lança assassinos no seu encalço, e percebe que, se quiser sobreviver, terá de deslindar o crime e provar a sua inocência.
Ou morrer a tentar.
Começa assim uma busca que o conduzirá às mais surpreendentes descobertas científicas alguma vez feitas.

Será que a alma existe?
O que acontece quando morremos?
O que é a realidade?

Com esta empolgante aventura que arrasta o leitor para o perturbador mundo da consciência e da natureza mais profunda do real, José Rodrigues dos Santos volta a afirmar-se como o grande mestre do mistério. Apesar de ser uma obra de ficção, A Chave de Salomão usa informação científica genuína para desvendar as espantosas ligações entre a mente, a matéria e o enigma da existência.
 
Mais um livro de José Rodrigues dos Santos, mais uma aventura de Tomás Noronha.
Na generalidade gostei. O que me cansa nos livros dele são as explicações extensas dos assuntos abordados, percebo que sejam necessárias, mas mesmo assim são um pouco cansativas.
 
Dou 3 estrelas!!