sexta-feira, 5 de maio de 2017

Reflexões financeiras...



"Não é o valor que ganhas, mas a forma como o gastas que faz toda a diferença."

Várias foram as vezes que nas minhas leituras e pesquisas me deparei com esta frase. Mas sempre sem compreender realmente a dimensão dela, confesso.
Foi no passado domingo numa ida ao El Corte Inglês que se deu o clique, que se fez luz no meu espírito.
Isto funciona mais ou menos como as dietas: podemos tentar de tudo, mas enquanto não se der o tal clique não estamos realmente comprometidas com o resultado, logo nada funcionará realmente. Comigo pelo menos é assim.
Dizia eu, pois que foi no domingo que percebi o que esta frase quer realmente quer dizer.
E foi algo tão simples como um bolo que me abriu os olhos.
Passo a explicar:
a minha ida ao El Corte Inglês deveu-se, entre outras coisas, a comprar recargas para a agenda (pois perto de mim não há e eu estava necessitada). Sendo que a área da papelaria é uma área em que me perco facilmente, ia com algum receio.
Como de hábito levei a lista do que precisava realmente, mas sabendo de antemão que isso não era suficiente para me deter, durante o trajeto fui mentalizando-me que devia ficar-me só pela lista.
E devo ter feito um bom trabalho, porque foi o que aconteceu.
No regresso comentava isso mesmo com a mana. Que vinha muito contente porque me tinha controlado nas compras para a agenda.
O contentamento funcionou até ao momento em que esbarrei na melhor pastelaria da minha cidade e vai de comprar uma bolo de sobremesa para a malta cá de casa, com a desculpa de comemorar a minha contenção.
E agora vocês perguntam: qual contenção? Se o que supostamente poupaste estoiraste em bolos? Pois... Não sei..
O que aconteceu foi que já depois do jantar, sentada no sofá me veio esta frase de repente à cabeça e eu compreendi o seu significado.
Se me perguntarem se fiquei consolada com o bolo, digo que sim.
Se me perguntarem se ele teve um travo amargo, digo que sim.
Se me perguntarem se era necessário, digo que não.
Não, não havia real necessidade de ter gasto o dinheiro nos bolos. Foi mesmo a gula que levou a melhor.
Foi nesta altura que tomei consciência do dinheiro que podia ter poupado se no dia-a-dia tivesse sabido fazer as minhas compras. Se tivesse sabido priorizar os meus gastos.
Felizmente sempre vivi abaixo dos meus rendimentos, sempre tive o hábito de poupar uma percentagem do meu ordenado, sempre paguei as minhas contas a tempo e horas.
Mas também sempre tive consciência que o dinheiro do mês era mal gerido (como aliás já aqui referi várias vezes!).
E agora vejo que um dos problemas está (e esteve!) em não ter interiorizado este mantra para a hora das compras, mais cedo. Não ter sabido priorizar os meus gastos!

4 comentários:

  1. Acntece-me imensas vezes, o meu calcanhar de aquiles são as compras de supermercado, uns dias planeio faço lista menu enfim tudo certinho, noutro dia o dia correu mal, o tempo escaça, e lá vai mais compras do que deviam, pffff

    Realmente essa frase faz muito sentido, pena estarmos muito mal habituados pfff

    mae_qb

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  2. Como me revejo neste post...
    Beijinhos

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