quarta-feira, 8 de abril de 2020

Os portugueses e o Covid-19... # 3


Saímos à pouco tempo de uma crise económica gravíssima que colocou os portugueses à prova.
Estamos neste momento a viver uma crise sanitária de nível mundial, que começa a ter reflexos económicos.
Estamos todos no mesmo barco. TODO o mundo!
Em Portugal, o Covid-19 está a ser utilizado como pretexto para despedimentos, para encerramento de empresas.
Caminhamos a passos largos para uma nova crise económica a nível mundial e muitos portugueses parecem não estar minimamente preocupados em perder o seu emprego, pois na hora de cumprir o dever de isolamento está quieto!
Sendo que cada dia que passa sem se cumprir esse isolamento, aumentamos o tempo de isolamento que teremos de ficar. Aumenta a possibilidade de contaminação. Aumenta a possibilidade de ficar sem emprego.
Tenho para mim que se os portugueses estivessem realmente preocupados com a hipótese de perder o emprego e o seu rendimento, estariam a cumprir escrupulosamente as indicações das entidades de saúde, para esta pandemia acabar o mais rápido possível e tudo regressar à normalidade.
Cada dia que não cumprimos o isolamento, acrescentamos uma semana de isolamento, atrasamos o nosso regresso.
(E fala-vos alguém que mesmo que isto dure um ano terá sempre o emprego garantido, mas que mesmo assim luta diariamente para não perder o que tem garantido!)
Depois parece que virou moda esperar que o Estado seja o salvador de tudo e de todos. O Estado tem de ter dinheiro para pagar salários do público e do privado.
Daqui tiro uma lição: em Portugal não se aprende com os erros. Em Portugal não se aposta na prevenção. Em Portugal não se seguem bons exemplos.
Depois de termos passado tão mal com a última crise económica, seria expectável que os portugueses, o Estado, os Privados tivessem aprendido alguma coisa. Que se apostasse em algo tão simples como educação financeira. Que se ensinasse às famílias a gerir bem os seus rendimentos, a viver dentro das suas possibilidades. Que se ensinasse aos gestores a não darem um passo maior que a perna. Que se ensinasse a preparar o futuro, porque não sabemos o dia de amanhã. E a vida não levou assim tanto tempo a mostrar que num minuto tudo muda.
Mas não… não se aprendeu nada!
E vemos novamente o desemprego a subir, as em sérias dificuldades, a economia a afundar…
Se calhar se tivéssemos aprendido alguma coisa, se tivéssemos apostado na mudança de mentalidade, agora seríamos melhores seres humanos. Poderíamos estar mais preocupados em salvar a vida humana, em controlar esta pandemia o mais rápido possível, porque teríamos uma boa retaguarda financeira para nos sustentar. E quanto mais rápido isto terminasse, mais rápido recuperaríamos a economia.
Talvez assim o prejuízo fosse menor… talvez não… não sei.
O que sei que é mais uma vez o problema dos portugueses está na mentalidade…

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Caffé Amore | Nicky Pellegrino


Sinopse:
Amor, Itália e pasta são os ingredientes indispensáveis para o mais saboroso romance deste Verão.
Itália, 1964. Maria Domenica é a filha mais velha de Pepina e Erminio Carrozza, uma família de agricultores da pequena aldeia de San Giulio. Aos dezasseis anos, a vida de Maria está limitada à cozinha da sua mãe e ao Caffe Angeli, um local de convívio, de café intenso e do famoso ricotta sfolgliatelle.
Os pais de Maria têm grandes expectativas para a sua bela primogénita, mas ela tem outros planos… entre eles, uma fuga para Roma. Um ano depois, Maria está grávida de oito meses e vê-se obrigada a regressar a San Giulio, onde a espera um casamento de fachada. Mas Maria não desiste de procurar uma nova vida para si e para a sua filha, Chiara, mesmo que isso signifique ir contra as convenções e tradições, e rapidamente volta a fugir, desta vez para a Grã-Bretanha. Muitos anos mais tarde, vai ser Chiara a regressar a San Giulio, onde descobre que a vida simples que procura não é tão simples como parece - principalmente no que diz respeito ao passado.
Repleto de personagens fascinantes, paisagens belíssimas, cheiros e sabores tentadores, Caffè Amore retrata de forma magnífica o universo feminino, num claro piscar de olhos a obras como Chocolate, de Joanne Harris.

A minha opinião…
Aqui fica mais um sugestão de uma leitura leve, fresca, simples e ideal para as férias de verão e para este tempo de isolamento que vivemos atualmente.
Num só livro conseguimos viajar pelas belas paisagens italianas, saborear as receitas e quase sentir os cheiros que polvilham a história.
Esquecemos o que se passa lá fora, nem que seja por momentos.
Tal e qual como eu gosto! :-)

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Diário de estilo...


Nos últimos 6-7 anos, a vida cá por casa simplesmente ultrapassou-nos.
Houve coisas que passaram para a categoria essencial para viver.
Houve coisas que passaram para 2º, 3º, 4, 5º plano.
Houve coisas que passaram para o modo sobrevivência.
Houve coisas que simplesmente ficaram esquecidas no tempo.
No outro dia, em conversa com a mana e consultora de imagem preferida apercebi-me que a roupa claramente entrou em modo de sobrevivência.
Nestes últimos anos, apesar das inúmeras tentativas em contrário, acabámos sempre por comprar o mínimo essencial e o mais barato possível para que não andássemos despidas na rua.
Lá está, a vida ultrapassou-nos.
E é, por isso, que hoje em dia continuo com um problema de roupa.
Este facto teve, inegavelmente, consequências: perdemos o nosso estilo.
Tornamo-nos naquelas pessoas tão básicas no vestir, que por simplesmente, não temos um estilo definido.
Andamos, literalmente, sempre com as mesmas peças (pois são poucas em quantidade, também!), mesmo com cores diferentes, como o formato é igual, tem alturas que, simplesmente, nos parece tudo igual e a mesma coisa.
Como as peças são de tal modo simples, sem os apontamentos e detalhes que tanta diferença fazem e eu gosto tanto, parece que todo os dias levo a mesma roupa para o trabalho ou passear.
E isso cansa-me de uma maneira extraordinária, como já deu para perceber. :-)
Assim este objetivo servirá também para redefinir o meu estilo. Para me reencontrar com a minha imagem.
2020 será o ano que iniciarei uma revolução na minha imagem.

terça-feira, 31 de março de 2020

Em Março...


  • Acabou a dor de cabeça e começou uma nova vida financeira;
  • Comemorou-se devidamente o facto (ainda houve tempo!);
  • Houve uma visita relâmpago à aldeia para reabastecer quem por lá vive e preparar o que aí vem;
  • A vida do mundo ficou em stand by por causa do Covid-19;
  • pelo meu serviço ter sido declarado essencial dentro da estrutura organizacional a que pertence continuei a ir trabalhar (em formato escala reduzida, mas continuamos a ir);
  • pela primeira vez na História foi declarado Estado de Emergência;
  • Tive 17 dias de 0€ cêntimos.
Março foi um mês estranho...

sexta-feira, 27 de março de 2020