- o porquinho mealheiro teve direito a uma nota;
- tive 13 dias de 0€;
- coloquei 63% do meu rendimento na poupança;
- não mexi no valor poupado, mas o orçamento descarrilou completamente;
- tive de utilizar o meu fundo de emergência.
… com muitos sonhos para realizar e parcos rendimentos!! :-)
Como referi no último post, neste novo modelo para Fundo de Emergência eu estabeleci dois níveis para o mesmo:
... o meu novo fundo de emergência.
Na realidade, é bastante simples...
Há entendidos que defendem que devemos ter como fundo de emergência 3 meses das nossas despesas. Há quem defenda 6 meses e há ainda quem defenda 12 meses.
Para mim, 3 meses não são suficientes.
Então decidi adotar as três hipóteses: multipliquei o meu ordenado-base (sem descontos) por 3, depois por 6 e, por fim, por 12. O valor total é o valor do meu fundo de emergência. Como ainda é um valor elevado, criei níveis anuais para atingi-lo.
Para muitos pode parecer estranho ou demasiado, mas para mim, e por experiência própria, quanto maior for o valor melhor. Nunca sabemos a emergência que teremos e há algumas bastantes caras (saúde, carro, obras em casa, etc). A verdade é que este novo valor dá-me mais segurança.
Não estou a dizer que todos devem fazer assim. Acho que o importante é sentirmos confortáveis com o valor.
Como já aqui contei, 2021 terminou com um belo rombo nas minhas finanças. Pelo que um dos objetivos deste ano é recomeçar o meu Fundo de Emergência.
Nunca tive dúvidas que ter um fundo de emergência era super importante para ter umas finanças equilibradas. Contudo, no final do ano passado percebi que o valor que defini era insuficiente, tanto que tive de recorrer igualmente à poupança.
Assim sendo, o processo de recomeçar o fundo de emergência começou precisamente por reformular o valor que deveria compô-lo.
Muitos livros, gurus de finanças, entendidos no assunto dizem que o valor do nosso Fundo de Emergência deve corresponder a pelo menos 3 meses das nossas despesas essenciais. E foi com isto em mente que criei o meu extinto fundo de emergência, que se revelou insuficiente.
Então o que eu fiz foi...
Depois do mindset, depois do orçamento e depois de um ano dedicado à organização, seria de esperar que o quarto ano seria dedicado à POUPANÇA.
Pois bem, era esse o plano inicial, mas falhou redondamente!!
Como já contei por aqui 2021 foi provavelmente o ano que mais dinheiro ganhei até ao momento, graças a muitas horas extra feitas e a um aumento inesperado em setembro. Contudo, também foi dos anos que menos poupei. Muito por culpa minha!!
Porque fui demasiado consistente a ir à poupança buscar o que lá colocava, porque o valor final no mês era sempre inferior ao inicial. E para contar a história ficou apenas um mega imprevisto no final do ano que me levou a gastar o meu Fundo de Emergência e algumas poupanças.
Não tenho nada palpável para dizer: estou sem poupanças, mas comprei isto ou aquilo!! Não!! Isso não existe!!
Restou-me apenas uma conta poupança com um rombo valente.
Assim sendo, o ano de dieta que agora começa será definitivamente dedicado à POUPANÇA!!
Tenho de refazer o meu Fundo de Emergência (que percebi igualmente que deverá ter um valor superior ao que eu tinha definido), mas com a promoção os meus rendimentos aumentaram, pelo que é imperioso melhorar o valor da minha poupança.
Perspetivam-se então meses de pesquisa e tentativas de aumentar a minha poupança para valores mais saudáveis.
Daqui por um ano cá estaremos para rever o que aconteceu...
E a vossa dieta como está a correr?
No final de 2021 vi-me na contingência de utilizar o meu Fundo de Emergência e algumas poupanças, devido a um imprevisto.
Apesar de me ter custado horrores fiquei ao mesmo tempo contente por tê-los. Já nem falo no descanso que foi!
Seja como for, no início do ano, quando fiz a reflexão financeira anual vi-me com um objetivo obrigatório - começar a refazer o Fundo de Emergência -, mas também apercebi-me que no ano em que talvez tenha ganho mais dinheiro em horas extra, foi dos anos que menos poupei.
É certo que este imprevisto muito contribuiu para ele, mas a minha falta de disciplina em não ir buscar dinheiro que coloquei na poupança foi muita. Raro foi o mês que o valor colocado na poupança no inicio do mês era igual ao fim do mês. Havia sempre uma diferença para menos.
Ora, tudo isto deixou-me a pensar... eu sempre tive o hábito de poupar. Aí sou bastante consistente. Mas também sou demasiado consistente a ir buscar dinheiro à poupança. E isso é mau! É um péssimo hábito!! E se a isso acrescentarmos uma enorme pressão que eu coloco em mim mesma temos um cocktail perfeito para que a minha poupança não cresça como eu gostava.
Assim sendo, o foco para 2022 foi relativamente fácil de definir: disciplina na poupança, mais concretamente não ir lá buscar dinheiro. Se quero que ela cresça, o dinheiro de ir para lá todos os meses e lá ficar. Parece uma coisa muito simples de fazer, mas eu posso comprovar que não. É, na verdade, bastante difícil de concretizar!!
Para isso acontecer tenho, definitivamente, de retirar toda a pressão que eu coloco em mim mesma, sobretudo no aspeto financeiro. Entender que na minha vida TUDO o que quero, leva MUITO tempo a acontecer. Mas quando acontece é em grande e em bom. Eu só tenho de ter paciência e consistência na luta!
Com tudo isto em mente, voltei a avaliar o meu orçamento e a redefini-lo.
Eu sempre gostei do método das percentagens, não é novidade para ninguém. Contudo, com este novo mindset percebi que focar-me demasiado em cumprir essas percentagens levou-me a um círculo vicioso que não me permitia realmente poupar.
Assim sendo, para este ano estabeleci um orçamento diferente:
Já apliquei este orçamento a dois vencimentos e até ao momento não há registo no diário financeiro de alguma retirada da poupança. Por isso... happy!! happy!!
E, por aí, como vão as vossas finanças em 2002?
Em 2021 continuei a recorrer maioritariamente à compra de livros, mas a situação ainda não chegou aos níveis que eu considero seguros para voltar à minha amada biblioteca.
Continuei a dar prevalência às boas promoções e acho que até fiz bons negócios, sobretudo porque me iniciei na arte da venda de livros e consegui algum retorno deste investimento.
Janeiro
O ano começou com a esperança renovada que a pandemia seria finalmente controlada, mas não precisámos de muito tempo para perceber o quão enganados estávamos. O contato, em contexto profissional, com um covid positivo levou a 14 dias de isolamento profilático. Felizmente o meu teste deu negativo e nunca houve qualquer sintoma. Tudo não passou de um valente susto e uma lição para redobrar de cuidados. Fiquei a saber que o objetivo profissional de progressão não aconteceria este ano.
Fevereiro
Começou da pior forma com a perda de um familiar próximo e que só o decorrer do mês trouxe de alguma forma calma ao coração. Depois de dois meses em horário normal regressei ao horário desfasado. Desta vez correu um pouco melhor, pois em casa conseguia trabalhar e avançar com algumas coisas. Comecei uma formação.
Março
Terminou mais um ano da minha dieta financeira. Conclui com sucesso formação que iniciei no mês passado. Cumpri um dos objetivos profissionais do ano. Comecei a reestruturação do meu hobby. Cortei finalmente o cabelo. Começou o desconfinamento em Portugal.
Abril
Comemorou-se mais uma Páscoa em casa, comme il faut. Pela primeira vez em 2021 conseguimos ir à terra e reabastecer quem por lá vive. Regressei ao ponto cruz. Gozei uns dias de folga que me souberam pela vida. Bendito trabalho extra!! Entrei pela primeira vez este ano numa loja de roupa.
Maio
Comemorou-se o dia da mãe. Submeti o IRS. OS velhotes tomaram a primeira dose da vacina sem qualquer sintoma, felizmente. Regressei em força à costura criativa. Houve uma sushizada em família. A mana tomou as duas doses da vacina para o covid e correu tudo bem. Recebi o reembolso do IRS. comemorou-se o dia dos irmãos.
Junho
Costurei imenso. Comemorou-se o dia da criança. Estivemos com a sobrinha do coração. Retomei o blogue de Crafts. Recebi o subsídio de férias. Tive uma semana de férias.
Julho
Tive uma semana de férias. Vi o meu afilhado ao vivo, depois de quase 2 anos sem o ver. Obrigada Covid!! Está enorme! Voltei a entrar numa retrosaria e foi a desgraceira completa. começaram 3 meses de muito, mas mesmo muito trabalho. Tomei a primeira dose da vacina e houve sintomas: dores no braço e muito, mas mesmo muito cansaço.
Agosto
Levei a segunda dose da vacina. E houve novamente sintomas :-( Vendi alguns produtos. Houve uma sushizada em família. Tivemos direito a umas semanitas de folga dos papás. Fizemos o destralhe anual.
Setembro
Entrei numa década nova. A mana fez anos. Os pais regressaram da aldeia. Terminou a segunda fase de trabalho excessivo do ano e terminou em grande, com 24h de trabalho seguido. A sobrinha do coração fez 2 anos. Fui aumentada e não estava mesmo à espera.
Outubro
Passeio em família a Fátima. Comecei a preparar 2022. Criei o meu diário financeiro.. Recebi as horas extra de setembro e soube mesmo bem. Lá voltou a engordar a poupança. Houve uma sushizada em família.
Novembro
Descobri que pela terceira vez este ano ia ter um período de excesso de trabalho. Devido a isso eu a minha equipa fomos forçados a ter férias antecipadas, sob pena de não conseguirmos assegurar o trabalho. Assim, houve uns dias de descanso na aldeia. Voltei a vender peças criadas por mim. Fiz a revisão anual aos olhos e lá veio despesa. Financeiramente foi um mês para esquecer. No entanto, apesar dos percalços consegui colocar algum dinheiro na poupança. Recebi o subsídio de Natal.
Dezembro
Foi o mês das festividades natalícias. Tradições que cumprimos este ano: a árvore de Natal, o calendário do advento, só este ano acrescentei 12 Rudolfos à minha coleção, Natal na aldeia, fomos ver as luzes na capital. Vimos a sobrinha do coração. Vendi mais produtos. Preparei 2022. Ganhei novas funções no trabalho. Financeiramente foi mais um mês para esquecer.
Hoje comemora-se mais um dia mundial da poupança!
Partilho convosco três dicas que, nos últimos meses, fizeram alguma diferença nas minhas poupanças:
Hoje partilho convosco alguns segredos que nos podem ajudar com o nosso orçamento:
Para mal dos nossos pecados, uma boa parte dos nossos sonhos envolve dinheiro para os cumprir. E geralmente, uma boa quantia. Ora para nós, os comuns assalariados, esse é um recurso que nem sempre abunda e como tal deve ser bem gerido.
Para uma boa gestão do nosso rendimento existe uma ferramenta indispensável: o orçamento. Como seria de esperar todo este processo mexeu imenso com o meu orçamento. Pelo que também ele levou uma grande volta.
Tendo por base a avaliação que fizemos aqui, eu comecei por definir quais seriam os objetivos do meu orçamento. Ou seja, o que pretendo conseguir com este orçamento e de que forma ele irá contribuir para a concretização do meu projeto de vida.
Não precisam de ser grandes objetivos. Coisas simples, mas que farão diferença no nosso dia-a-dia, no nosso mindset...
Eu, atualmente, tenho como objetivos para o meu orçamento, por exemplo;
A fase seguinte foi dedicar-me ao meu projeto de vida. Ao que quero para mim. Aos meus sonhos e objetivos.
Assim peguei na folhinha que me acompanha à muito e onde vou colocando os meus projetos de vida. Comecei por fazer uma avaliação real do que consegui atingir até agora.
E apesar de não ser muito mau, a verdade é que percebi que não estou onde queria estar nesta altura da minha vida. Confirmei as minhas suspeitas!
Mas verifiquei também que muitos dos objetivos que fui definindo ao longo da vida eram completamente ridículos e muitos deles inalcançáveis. Percebi também que estavam muitas vezes mal definidos.
Coloquei então mãos à obra para mudar tudo e começar a concretizar mais. Mais uma vez comecei pelo estudo sobre o tema: definição de objetivos. Como defini-los melhor? Como concretizar mais? Eram essencialmente as dúvidas que tinha. E dediquei algum tempo a esse estudo, a entender melhor como poderia melhorar nessa área. Eu tenho esta particularidade quando me meto em alguma coisa começo sempre pelo estudo do tema, manias!!
Cedo percebi que um dos meus erros era o mindset. Colocava no papel metas aleatórias, sem grande propósito, sem uma linha de sentido. Depois, claro que rapidamente desmotivava. Não eram objetivos bem definidos, não eram projetos com propósito. Além que muitos deles serem gigantes. Também percebi que não sabia definir os passos e tarefas a seguir para conseguir concretizar os objetivos.
Com todo o estudo que fiz e as várias conclusões que fui tirando, voltei a pegar na folha dos objetivos de vida e fiz uma tábua rasa deles. Comecei por avaliar cada uma deles de uma forma bastante realista e crua. Será que eu quero realmente isto para a minha vida? Será que consigo realmente concretizá-lo? Foram algumas das perguntas que me fui colocando. Desta forma, eliminei logo uns quantos..
Depois com a nova lista na mão perguntei-me Será que este objetivo agrega algum valor na minha vida? Permite-me crescer de algumas forma? E lá foram mais outros tantos.
Por último, fiz a derradeira pergunta: a concretização deste objetivo depende inteiramente de mim? E mais uma vez eliminei uns quantos.
A lista que sobrou passou a ser a minha lista de objetivos de vida. Ou seja, aquilo que eu realmente quero para a minha vida.
E aqui mudei também um pouco o mindset: em vez de olhar para ela como uma mera lista de objetivos, passei a encará-la como o meu projeto de vida. Afinal, nela estão apenas os objetivos que dependem exclusivamente de mim para acontecer.
Retirei todos os objetivos que de alguma forma, ainda que mínima, dependam de terceiros para acontecer. Afinal, estamos a falar da minha vida, se eu não fizer acontecer, também ninguém o vai fazer por mim. Daí eu passar a encarar aquela folhinha como o meu projeto de vida e não como objetivos de vida.
Para os que ainda falta cumprir decidi também definir logo alguns passos e tarefas que tenho de realizar para os retirar do projeto do papel.
Como sou uma pessoal muito visual tratei logo de criar na minha agenda um espaço para tudo isto, onde coloquei logo as metas que quero atingir, os passos e tarefas para concretizá-las, os trackers, os avanços e recuos...
Com o meu projeto de vida, bem claro, na minha mente, passei a outro passo...
Como referi no post anterior a primeira coisa que fiz foi uma avaliação profunda de como está a minha vida financeira.
Para tal respondi a perguntas muito simples:
1. quais são as dívidas que tenho neste momento? Qual o valor em falta? Qual o valor mensal? Quanto tempo tenho ainda para pagar?