Bazar da Assalariada

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sábado, 30 de julho de 2022

em julho...

 


  • o porquinho mealheiro teve direito a uma nota;
  • tive 13 dias de 0€;
  • coloquei 63% do meu rendimento na poupança;
  • não mexi no valor poupado, mas o orçamento descarrilou completamente;
  • tive de utilizar o meu fundo de emergência.

quarta-feira, 29 de junho de 2022

em junho...

 


  • o porquinho mealheiro teve direito a uma nota;
  • tive 14 dias de 0€;
  • coloquei 51% do rendimento na poupança;
  • não mexi no valor poupado;
  • vendi 1 conjunto dos meus crafts.

terça-feira, 31 de maio de 2022

em maio...

 


  • Não houve porquinho mealheiro neste mês. Coitado ficou à míngua!
  • Tive 18 dias de 0€;
  • Coloquei 52% do meu rendimento na poupança;
  • Não mexi no valor poupado;
  • Recebi o reembolso do IRS.

sábado, 30 de abril de 2022

em abril...

 



  • Alimentei o porquinho mealheiro;
  • Tive 11 dias de 0€;
  • Coloquei 55% do vencimento na poupança;
  • Recebi o valor das horas extra de fevereiro;
  • Vendi 2 peças do meu hobby;
  • Recomecei a minha reserva de oportunidades;
  • Não mexi no valor poupado.

sexta-feira, 15 de abril de 2022

diário financeiro #11: o PPR...



Como referi no último post, neste novo modelo para Fundo de Emergência eu estabeleci dois níveis para o mesmo:

  1.  50% do valor fica disponível na poupança;
  2.  os outros 50% vão para um sítio mais inacessível e a longo prazo.
O busílis da coisa está, precisamente, nestes 50% a longo prazo. 
Os entendidos em Finanças aconselham a ter um Plano Poupança Reforma. E eu vivo numa dualidade quanto a isto. 

Como é obvio estou preocupada com a minha reforma. Tenho consciência que a Segurança Social está em sérias dificuldades e que é pouco garantido que tenha uma reforma suficiente para me sustentar. Pelo que é urgente criar uma forma de me garantir na minha reforma.

Contudo, confesso que eu sou um pouco medrosa no que toca a investimentos. Custa-me tanto ganhá-lo e poupá-lo que a ideia de ter um BES na minha vida me deixa petrificada. Mas juntar dinheiro debaixo do colchão também não é solução. Depois ainda tenho de considerar que gosto de ter o dinheiro relativamente disponível para uma emergência. São muitos fatores a considerar.

Já por várias vezes estudei a informação sobre os diferentes tipos de PPR disponíveis no mercado, mas confesso que a linguagem utilizada não me transmite muita segurança para avançar. 

E enquanto não me decido se avanço ou não e por qual, como tinha de começar o quanto antes, há já alguns anos que decidi que o valor que vou juntando nos CTT seria o meu PPR. 

Basicamente, defini um valor anual que junto e aplico em Certificados de Aforro ou de Tesouro (conforme o que render mais) e que é o meu fundo de emergência a longo prazo.

É certo que não ganho fortunas em juros, mas parece-me que é dos investimentos com retorno mais seguros. Não sei se faço bem ou mal, mas é o que temos. :-)

E vocês têm um PPR?
Aconselham algum?

quinta-feira, 31 de março de 2022

em março...



  • Atingi o nível do novo Fundo de Emergência definido para este ano. Em 2023 continuamos;
  • Vendi 3 livros;
  • Alimentei o porquinho mealheiro de 2022
  • Tive 18 dias de 0€;
  • Coloquei 66% do meu vencimento na poupança e não mexi nele. 

quinta-feira, 17 de março de 2022

diário financeiro #10: explicando melhor...


 

... o meu novo fundo de emergência.

Na realidade, é bastante simples...

Há entendidos que defendem que devemos ter como fundo de emergência 3 meses das nossas despesas. Há quem defenda 6 meses e há ainda quem defenda 12 meses.

Para mim, 3 meses não são suficientes. 

Então decidi adotar as três hipóteses: multipliquei o meu ordenado-base (sem descontos) por 3, depois por 6 e, por fim, por 12. O valor total é o valor do meu fundo de emergência. Como ainda é um valor elevado, criei níveis anuais para atingi-lo.

Para muitos pode parecer estranho ou demasiado, mas para mim, e por experiência própria, quanto maior for o valor melhor. Nunca sabemos a emergência que teremos e há algumas bastantes caras (saúde, carro, obras em casa, etc). A verdade é que este novo valor dá-me mais segurança.

Não estou a dizer que todos devem fazer assim. Acho que o importante é sentirmos confortáveis com o valor.

segunda-feira, 14 de março de 2022

diário financeiro #9: o fundo de emergência...



Como já aqui contei, 2021 terminou com um belo rombo nas minhas finanças. Pelo que um dos objetivos deste ano é recomeçar o meu Fundo de Emergência.

Nunca tive dúvidas que ter um fundo de emergência era super importante para ter umas finanças equilibradas. Contudo, no final do ano passado percebi que o valor que defini era insuficiente, tanto que tive de recorrer igualmente à poupança.

Assim sendo, o processo de recomeçar o fundo de emergência começou precisamente por reformular o valor que deveria compô-lo. 

Muitos livros, gurus de finanças, entendidos no assunto dizem que o valor do nosso Fundo de Emergência deve corresponder a pelo menos 3 meses das nossas despesas essenciais. E foi com isto em mente que criei o meu extinto fundo de emergência, que se revelou insuficiente.

Então o que eu fiz foi...

  1. em vez de ter por base as despesas essenciais passei a baseá-lo no valor-base do meu vencimento;
  2. estabeleci duas categoriais de fundo de emergência (hoje falo-vos do primeiro e num outro post falarei do segundo);
  3. criei níveis anuais para atingi-lo.
Explicando melhor, com exemplos, que podem ser facilmente adaptáveis a qualquer realidade.

Vamos supor que o meu vencimento-base é o ordenado mínimo: 705€.

O que fiz foi multiplicar esse valor por 3:
705€ x 3 meses = 2115€

Depois multipliquei por 6:
705€ x 6 meses = 4230€

Por fim, multipliquei por 12:
705€ x 12 meses = 8460€

No fim somei os três valores:
2115€ + 4230€ + 8460€ = 14805€

Para ser mais fácil arredondei para 15000€ , ou seja, o meu fundo de emergência teria de ser de 15000€.

Como este é um valor bem jeitosinho para se juntar e a vida não está fácil, o que eu fiz foi criar duas categorias no fundo de emergência: o primeiro nível corresponde a metade deste valor e ficaria na poupança; o segundo nível, os outros 50%, vai para um lugar mais inacessível e a longo prazo.

Mas mesmo assim dificilmente quem tem um rendimento de 705€ e despesas para sustentar consegue juntar estes valores num ano, então eu criei níveis anuais para ir juntando o valor necessário, como por exemplo, juntar 50€,100€, 250€, 500€ por ano, conforme seja possível. Sendo que aqui temos ainda duas hipóteses, ou começamos por nos dedicar ao valor que ficará na poupança, ou vamos levando os dois níveis ao mesmo tempo. Fica ao critério de cada um. Quanto a mim optei por levar os dois ao mesmo tempo.

É certo que vai levar tempo para atingir o valor final, mas creio que desta forma atingiremos um valor de fundo de emergência realmente confortável.

E vocês como calcularam o valor do vosso fundo de emergência?

domingo, 6 de março de 2022

4 anos depois...

 


1.º ano | 2.º ano | 3.º ano

Depois do mindset, depois do orçamento e depois de um ano dedicado à organização, seria de esperar que o quarto ano seria dedicado à POUPANÇA.

Pois bem, era esse o plano inicial, mas falhou redondamente!!

Como já contei por aqui 2021 foi provavelmente o ano que mais dinheiro ganhei até ao momento, graças a muitas horas extra feitas e a um aumento inesperado em setembro. Contudo, também foi dos anos que menos poupei. Muito por culpa minha!!

Porque fui demasiado consistente a ir à poupança buscar o que lá colocava, porque o valor final no mês era sempre inferior ao inicial. E para contar a história ficou apenas um mega imprevisto no final do ano que me levou a gastar o meu Fundo de Emergência e algumas poupanças.

Não tenho nada palpável para dizer: estou sem poupanças, mas comprei isto ou aquilo!! Não!! Isso não existe!!

Restou-me apenas uma conta poupança com um rombo valente.

Assim sendo, o ano de dieta que agora começa será definitivamente dedicado à POUPANÇA!!

Tenho de refazer o meu Fundo de Emergência (que percebi igualmente que deverá ter um valor superior ao que eu tinha definido), mas com a promoção os meus rendimentos aumentaram, pelo que é imperioso melhorar o valor da minha poupança.

Perspetivam-se então meses de pesquisa e tentativas de aumentar a minha poupança para valores mais saudáveis.

Daqui por um ano cá estaremos para rever o que aconteceu...

E a vossa dieta como está a correr?

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

em fevereiro...

 


  • consegui alimentar o meu porquinho mealheiro anual;
  • coloquei 46% do meu rendimento na poupança;
  • tive 15 dias de 0€;
  • não mexi no valor poupado;
  • recebi o valor das horas extra de janeiro.

sábado, 12 de fevereiro de 2022

diário financeiro #8: um novo orçamento e um novo mindset...

 


No final de 2021 vi-me na contingência de utilizar o meu Fundo de Emergência e algumas poupanças, devido a um imprevisto.

Apesar de me ter custado horrores fiquei ao mesmo tempo contente por tê-los. Já nem falo no descanso que foi!

Seja como for, no início do ano, quando fiz a reflexão financeira anual vi-me com um objetivo obrigatório - começar a refazer o Fundo de Emergência -, mas também apercebi-me que no ano em que talvez tenha ganho mais dinheiro em horas extra, foi dos anos que menos poupei. 

É certo que este imprevisto muito contribuiu para ele, mas a minha falta de disciplina em não ir buscar dinheiro que coloquei na poupança foi muita. Raro foi o mês que o valor colocado na poupança no inicio do mês era igual ao fim do mês. Havia sempre uma diferença para menos.

Ora, tudo isto deixou-me a pensar... eu sempre tive o hábito de poupar. Aí sou bastante consistente. Mas também sou demasiado consistente a ir buscar dinheiro à poupança. E isso é mau! É um péssimo hábito!!  E se a isso acrescentarmos uma enorme pressão que eu coloco em mim mesma temos um cocktail perfeito para que a minha poupança não cresça como eu gostava.

Assim sendo, o foco para 2022 foi relativamente fácil de definir: disciplina na poupança, mais concretamente não ir lá buscar dinheiro. Se quero que ela cresça, o dinheiro de ir para lá todos os meses e lá ficar. Parece uma coisa muito simples de fazer, mas eu posso comprovar que não. É, na verdade, bastante difícil de concretizar!!

Para isso acontecer tenho, definitivamente, de retirar toda a pressão que eu coloco em mim mesma, sobretudo no aspeto financeiro. Entender que na minha vida TUDO o que quero, leva MUITO tempo a acontecer. Mas quando acontece é em grande e em bom. Eu só tenho de ter paciência e consistência na luta!

Com tudo isto em mente, voltei a avaliar o meu orçamento e a redefini-lo. 

Eu sempre gostei do método das percentagens, não é novidade para ninguém. Contudo, com este novo mindset percebi que focar-me demasiado em cumprir essas percentagens levou-me a um círculo vicioso que não me permitia realmente poupar. 

Assim sendo, para este ano estabeleci um orçamento diferente:

  1. comecei por definir e reduzir ao máximo as minhas despesas fixas;
  2. a seguir defini um valor para o mês, para viver. Um valor que não sendo muito alto, é confortável o suficiente para, se for bem gerido, gozar a vida;
  3. depois defini um valor relativamente confortável para a imagem pessoal. Apesar de não haver lembrança de falar o assunto por aqui, a luta por ter um closet há minha medida continua;
  4. somados estes três valores, vou subtraí-los ao meu vencimento;
  5. depois do valor que sobra retiro o valor máximo que consigo para a poupança;
  6. no fim, as sobras são destinadas ao meu hobby.

Já apliquei este orçamento a dois vencimentos e até ao momento não há registo no diário financeiro de alguma retirada da poupança. Por isso... happy!! happy!!

E, por aí, como vão as vossas finanças em 2002?


segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

em janeiro...

 



  • Coloquei 36% do meu rendimento na poupança;
  • Não mexi no valor poupado;
  • Não consegui colocar uma notinha que fosse no mealheiro do ano;
  • Tive 20 dias de 0€;
  • Recomecei o meu Fundo de Emergência;
  • Comecei um novo orçamento e mindset financeiro;
  • Recebi o meu primeiro vencimento pós-promoção.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Mealheiro Literário 2021



Em 2021 continuei a recorrer maioritariamente à compra de livros, mas a situação ainda não chegou aos níveis que eu considero seguros para voltar à minha amada biblioteca.

Continuei a dar prevalência às boas promoções e acho que até fiz bons negócios, sobretudo porque me iniciei na arte da venda de livros e consegui algum retorno deste investimento.

  1. A lua de mel
  2. Um erro inconfessável
  3. A intriga e a herança 
  4. Traída pelo destino 
  5. Mistério na Califórnia
  6. A mulher do juiz
  7. A herança perfeita
  8. Mistério em Montecarlo
  9. A minha vida (im)perfeita
  10. O tempo entre costuras
  11. Money mindfulness
  12. Economisses
  13. Reencontro em Barcelona
  14. Sombras da paixão
  15. Louca por compras à espera de bebé 
  16. Sem esforço
Total gasto - 172,68€

2021...


 Janeiro

O ano começou com a esperança renovada que a pandemia seria finalmente controlada, mas não precisámos de muito tempo para perceber o quão enganados estávamos. O contato, em contexto profissional, com um covid positivo levou a 14 dias de isolamento profilático. Felizmente o meu teste deu negativo e nunca houve qualquer sintoma. Tudo não passou de um valente susto e uma lição para redobrar de cuidados. Fiquei a saber que o objetivo profissional de progressão não aconteceria este ano.


Fevereiro

Começou da pior forma com a perda de um familiar próximo e que só o decorrer do mês trouxe de alguma forma calma ao coração. Depois de dois meses em horário normal regressei ao horário desfasado. Desta vez correu um pouco melhor, pois em casa conseguia trabalhar e avançar com algumas coisas. Comecei uma formação.


Março

Terminou mais um ano da minha dieta financeira. Conclui com sucesso  formação que iniciei no mês passado. Cumpri um dos objetivos profissionais do ano. Comecei a reestruturação do meu hobby.  Cortei finalmente o cabelo. Começou o desconfinamento em Portugal.


Abril

Comemorou-se mais uma Páscoa em casa, comme il faut. Pela primeira vez em 2021 conseguimos ir à terra e reabastecer quem por lá vive. Regressei ao ponto cruz. Gozei uns dias de folga que me souberam pela vida. Bendito trabalho extra!! Entrei pela primeira vez este ano numa loja de roupa.


Maio

Comemorou-se o dia da mãe. Submeti o IRS. OS velhotes tomaram a primeira dose da vacina sem qualquer sintoma, felizmente. Regressei em força à costura criativa. Houve uma sushizada em família. A mana tomou as duas doses da vacina para o covid e correu tudo bem. Recebi o reembolso do IRS. comemorou-se o dia dos irmãos.


Junho

Costurei imenso. Comemorou-se o dia da criança. Estivemos com a sobrinha do coração. Retomei o blogue de Crafts. Recebi o subsídio de férias. Tive uma semana de férias.


Julho

Tive uma semana de férias. Vi o meu afilhado ao vivo, depois de quase 2 anos sem o ver. Obrigada Covid!! Está enorme! Voltei a entrar numa retrosaria e foi a desgraceira completa. começaram 3 meses de muito, mas mesmo muito trabalho. Tomei a primeira dose da vacina e houve sintomas: dores no braço e muito, mas mesmo muito cansaço.


Agosto

Levei a segunda dose da vacina. E houve novamente sintomas :-( Vendi alguns produtos. Houve uma sushizada em família. Tivemos direito a umas semanitas de folga dos papás. Fizemos o destralhe anual.


Setembro

Entrei numa década nova. A mana fez anos. Os pais regressaram da aldeia. Terminou a segunda fase de trabalho excessivo do ano e terminou em grande, com 24h de trabalho seguido. A sobrinha do coração fez 2 anos. Fui aumentada e não estava mesmo à espera.


Outubro

Passeio em família a Fátima. Comecei a preparar 2022. Criei o meu diário financeiro.. Recebi as horas extra de setembro e soube mesmo bem. Lá voltou a engordar a poupança. Houve uma sushizada em família. 


Novembro

Descobri que pela terceira vez este ano ia ter um período de excesso de trabalho. Devido a isso eu a minha equipa fomos forçados a ter férias antecipadas, sob pena de não conseguirmos assegurar o trabalho. Assim, houve uns dias de descanso na aldeia. Voltei a vender peças criadas por mim. Fiz a revisão anual aos olhos e lá veio despesa. Financeiramente foi um mês para esquecer. No entanto, apesar dos percalços consegui colocar algum dinheiro na poupança. Recebi o subsídio de Natal.


Dezembro

Foi o mês das festividades natalícias. Tradições que cumprimos este ano: a árvore de Natal, o calendário do advento, só este ano acrescentei 12 Rudolfos à minha coleção, Natal na aldeia, fomos ver as luzes na capital. Vimos a sobrinha do coração. Vendi mais produtos. Preparei 2022. Ganhei novas funções no trabalho. Financeiramente foi mais um mês para esquecer.


domingo, 31 de outubro de 2021

Dia Mundial da Poupança 2021


 

Hoje comemora-se mais um dia mundial da poupança!

Partilho convosco três dicas que, nos últimos meses, fizeram alguma diferença nas minhas poupanças:

  1. se vou comprar um artigo de alimentação, para consumo diário, aposto em marcas brancas ou no preço mais baixo. Afinal há que garantir que se come o mês todo;
  2. Se vou comer algo que não faz propriamente bem à saúde (chocolate, fast food, batatas fritas, gomas) gasto o menor valor possível. Afinal, isso já não faz bem, para quê também arruinar a nossa carteira?;
  3. Criei a minha reserva de oportunidades. Todos os meses aloco um valor para esta categoria e devo confessar que já me permitiu aproveitar grandes oportunidades, que me fizeram poupar uns bons trocos.
E a vocês como têm corrido as poupanças?

sábado, 23 de outubro de 2021

diário financeiro # 7 | segredos do orçamento

 


Hoje partilho convosco alguns segredos que nos podem ajudar com o nosso orçamento:

  • adequar o nosso lifestyle aos números e não o contrário - é obvio que todos nós gostávamos de ir jantar fora todas as semanas, viajar mais, fazer escapadinhas sempre que há um fim de semana prolongado, mas a verdade é que a maioria de nós não pode. Pelo menos se não quiser viver afogado em dívidas. Mas o lazer é bom e faz bem. E é também o principal vilão do nosso orçamento, assim há que deixar uma folguinha mensal para viver a vida (ir jantar fora, comprar uma peça de roupa, dar um passeio em família, etc), para ajudar a manter a motivação para pouparmos;
  • apostar na simplicidade e rapidez, no que respeita à gestão - e aqui eu sou muito má nisto. Tenho uma enorme tendência para complicar o que é simples, mas é quando simplifico que a coisa correr melhor. Mote para 2022: simplificar, simplificar, simplificar;
  • Apostar em números realistas - só assim se evita ir buscar dinheiro à poupança;
  • aprender a fazer shopping lists realistas - se por algum motivo este mês não temos tanto dinheiro disponível, a lista de compras deve refletir isso;
  • Encarar o valor da poupança como uma dívida - se não falhamos o pagamento do crédito da casa, porque falhamos o pagamento a nós próprios?;
  • fazer um orçamento todos os meses - porque todos os meses são diferentes e os valores podem ser atualizados;
  • ter um diário financeiro - ajuda-nos a monitorizar o nosso progresso;
  • ter uma reserva de oportunidades - ter um colchão para uma eventualidade é uma excelente ideia. A reserva de oportunidades é diferente da reserva de emergência. Serve para aquelas mega oportunidades que surgem quando o orçamento já está estoirado, e perdê-las é um mau negócio.

sábado, 9 de outubro de 2021

diário financeiro # 6: do orçamento - parte 2

 


Setembro trouxe consigo muito trabalho, mas trouxe também uma excelente notícia, totalmente inesperada: um aumento de salário, que não estava de todo nos planos. :-D :-D :-D
O valor não é muito grande (até porque quase metade dele, foi "comido" pelos impostos), mas é muito bem vindo!
Ora, esta novidade trouxe com ela, obviamente, um novo orçamento.
Eu sempre tive o hábito de quando recebo algum extra - IRS, subsídios, aumentos - o valor vai direitinho para a poupança. Nem sequer entra nas contas!
Mas também sei que a vida vai acontecendo e é natural haver mais despesas e afins.
Vai daí decidi alterar um pouco as coisas.
Vamos lá ver se consigo explicar de uma forma percetível...
o que eu fiz foi, tendo por base o valor mínimo que receberia se começasse a trabalhar hoje na minha profissão, defini o meu novo orçamento, tendo por base o método 50/30/20.
Quero com isto dizer que, imaginando que eu começava hoje a trabalhar, receberia um valor totalmente limpo de qualquer aumento.
Como seria natural esse valor teria de suportar as minhas despesas e poupanças.
A seguir apliquei a minha versão do método 50/30/20: ou seja, 50% do valor será para poupar; 30% será para as despesas fixas e 20% para viver.
Depois foi só aplicar os valores respeitantes aos 30% e 20% no novo ordenado e o restante fica para poupança.
O orçamento de outubro já contemplou esta nova modalidade de orçamento.
Até ao momento está a correr bem.
Vamos ver o que acontece até ao fim do mês...
Também implementei algumas alterações ao nível da gestão diária, mas isso é tema para outro post. :-)



quinta-feira, 1 de julho de 2021

diário financeiro # 5: do orçamento...



Para mal dos nossos pecados, uma boa parte dos nossos sonhos envolve dinheiro para os cumprir. E geralmente, uma boa quantia. Ora para nós, os comuns assalariados, esse é um recurso que nem sempre abunda e como tal deve ser bem gerido.

Para uma boa gestão do nosso rendimento existe uma ferramenta indispensável: o orçamento. Como seria de esperar todo este processo mexeu imenso com o meu orçamento. Pelo que também ele levou uma grande volta. 

Tendo por base a avaliação que fizemos aqui, eu comecei por definir quais seriam os objetivos do meu orçamento. Ou seja, o que pretendo conseguir com este orçamento e de que forma ele irá contribuir para a concretização do meu projeto de vida.

Não precisam de ser grandes objetivos. Coisas simples, mas que farão diferença no nosso dia-a-dia, no nosso mindset...

Eu, atualmente, tenho como objetivos para o meu orçamento, por exemplo;

  • atingir mais um nível no meu fundo de emergência;
  • ter sempre um colchão financeiro disponível para aproveitar uma oportunidade que surge;
  • ter um orçamento equilibrado que me permita poupar, pagar as minhas responsabilidades e viver a vida sem estar sempre a fazer contas e escolhas...
Não são estanques, nem absolutos, vão evoluindo conforme eu vou crescendo.

Ou seja, quando defini o novo orçamento tive em conta não só o  meu projeto de vida como também os meus objetivos para o meu orçamento. 

O grande objetivo do meu novo orçamento é encontrar um equilíbrio entre tudo de uma forma simples, diminuir a ansiedade e ter resultados visíveis em ambas as frentes, uma vez que estes são os nossos grandes motivadores. 

E vocês? Quais são os objetivos do vosso orçamento?

quinta-feira, 17 de junho de 2021

diário financeiro #4: objetivos de vida...


 

A fase seguinte foi dedicar-me ao meu projeto de vida. Ao que quero para mim. Aos meus sonhos e objetivos.

Assim peguei na folhinha que me acompanha à muito e onde vou colocando os meus projetos de vida. Comecei por fazer uma avaliação real do que consegui atingir até agora.

E apesar de não ser muito mau, a verdade é que percebi que não estou onde queria estar nesta altura da minha vida. Confirmei as minhas suspeitas!

Mas verifiquei também que muitos dos objetivos que fui definindo ao longo da vida eram completamente ridículos e muitos deles inalcançáveis. Percebi também que estavam muitas vezes mal definidos.

Coloquei então mãos à obra para mudar tudo e começar a concretizar mais. Mais uma vez comecei pelo estudo sobre o tema: definição de objetivos. Como defini-los melhor? Como concretizar mais? Eram essencialmente as dúvidas que tinha. E dediquei algum tempo a esse estudo, a entender melhor como poderia melhorar nessa área. Eu tenho esta particularidade quando me meto em alguma coisa começo sempre pelo estudo do tema, manias!!

Cedo percebi que um dos meus erros era o mindset. Colocava no papel metas aleatórias, sem grande propósito, sem uma linha de sentido. Depois, claro que rapidamente desmotivava. Não eram objetivos bem definidos, não eram projetos com propósito. Além que muitos deles serem gigantes. Também percebi que não sabia definir os passos e tarefas a seguir para conseguir concretizar os objetivos.

Com todo o estudo que fiz e as várias conclusões que fui tirando, voltei a pegar na folha dos objetivos de vida e fiz uma tábua rasa deles. Comecei por avaliar cada uma deles de uma forma bastante realista e crua. Será que eu quero realmente isto para a minha vida? Será que consigo realmente concretizá-lo? Foram algumas das perguntas que me fui colocando. Desta forma, eliminei logo uns quantos..

Depois com a nova lista na mão perguntei-me Será que este objetivo agrega algum valor na minha vida? Permite-me crescer de algumas forma? E lá foram mais outros tantos.

Por último, fiz a derradeira pergunta: a concretização deste objetivo depende inteiramente de mim? E mais uma vez eliminei uns quantos.

A lista que sobrou passou a ser a minha lista de objetivos de vida. Ou seja, aquilo que eu realmente quero para a minha vida.

E aqui mudei também um pouco o mindset: em vez de olhar para ela como uma mera lista de objetivos, passei a encará-la como o meu projeto de vida. Afinal, nela estão apenas os objetivos que dependem exclusivamente de mim para acontecer. 

Retirei todos os objetivos que de alguma forma, ainda que mínima, dependam de terceiros para acontecer. Afinal, estamos a falar da minha vida, se eu não fizer acontecer, também ninguém o vai fazer por mim. Daí eu passar a encarar aquela folhinha como o meu projeto de vida e não como objetivos de vida.

Para os que ainda falta cumprir decidi também definir logo alguns passos e tarefas que tenho de realizar para os retirar do projeto do papel.

Como sou uma pessoal muito visual tratei logo de criar na minha agenda um espaço para tudo isto, onde coloquei logo as metas que quero atingir, os passos e tarefas para concretizá-las, os trackers, os avanços e recuos...

Com o meu projeto de vida, bem claro, na minha mente, passei a outro passo...


segunda-feira, 26 de abril de 2021

diário financeiro # 3: da avaliação...


 

Como referi no post anterior a primeira coisa que fiz foi uma avaliação profunda de como está a minha vida financeira.

Para tal respondi a perguntas muito simples:

1. quais são as dívidas que tenho neste momento? Qual o valor em falta? Qual o valor mensal? Quanto tempo tenho ainda para pagar? 

Bom, neste momento, como já aqui contei não tenho qualquer dívida. yeyhhh!!
Fez um ano em março que iniciei uma nova vida financeira. Uma vida sem dívidas (mas na luta para arranjar uma beeeemmm grande :-D :-D). E isso dá-nos uma sensação de liberdade muito grande. Podemos alocar o nosso rendimento para outros interesses, como os nossos sonhos.

2. quais são atualmente as minhas despesas mensais fixas?

Aqui eu contemplei despesas certas que acontecem mensalmente, como o telemóvel ou o seguro de vida.

3.quais são as minhas despesas anuais?

Neste caso eu fiz uma lista de todas as despesas que pago uma vez por ano, dividi por 12 meses e coloquei-as no orçamento na área das despesas fixas.
Aqui podemos inserir despesas como IMI, seguro do carro, revisão do carro, seguro da casa, etc.

4. quais são as minhas despesas esporádicas, mas certas?

Ora bem, eu sou vesgarolha. Ou seja volta e meia lá vem o investimento em lentes e/ou óculos. Pois que 2021 será ano desse investimento. Há pelos menos dois que a médica me anda a avisar que entrar numa nova década vai trazer esta despesa. E apesar das minhas esperanças, não se deve enganar muito.

5. como é o meu dia-a-dia? Como divido o meu tempo? Quais são as minhas principais atividades?

Atualmente, a minha vida divide-se, essencialmente, entre o trabalho, os meus crafts e o tempo em família. Afinal, estamos numa pandemia, não há grande margem para muito mais. Mas também não faz mal. O tempo tem sido bem aproveitado. :-)

Com estas respostas no papel, passei ao passo seguinte.... ;-)